Nem sempre, desistir é atitude de covardia. Pode ser uma demostração de sabedoria e amadurecimento: saber reconhecer a hora de não disperdicar esforços e energia em projetos que não mais nos interessam. Ninguém precisa dar murro em ponta de faca durante anos para, enfim, compreender que um comportamento, uma situação, uma palavra ou uma pessoa que lhe incomoda. Pode simplesmente reconhecer que incomoda e descartá-la e partir para outra, numa boa...
Desistir, então, pode ser uma retirada estratégica. Pode representar o sono profundo de uma opção que não queremos mais e colocamos para dormir para priorizar outras escolhas que parecem valer mais a pena. Até aí, tudo bem. A situação fica perigosa quando saímos por aí desistindo e colocando tudo para dormir: namorados, amigos, irmão chato. Casa, marido, mulher. Trabalhos, estudos, novos projetos. Nada nos seduz, nada prende nossa atenção. Desistimos das pessoas e dos desafios com a mesma facilidade com que piscamos as vistas. Se me incomoda, desisto. Se me chateia, desisto. Se nao me faz feliz a cada batida do meu coracao, desisto, dá licença. Gente prática esta gente. Prática e tola.
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